A rotina parece ser mais evidente em um domingo. A ressaca está sempre presente na manhã, independente do que foi feito na noite anterior. O relógio para durante toda a tarde. Então chega a noite, mas capsiosa não trás consigo o sono.
O sol e o calor dominical expulsam da cama. Acordar é a primeira tarefa árdua desse fatídico dia. O corpo pesa. Independente da hora que se vai dormir, no domingo sempre se acorda cedo. Nada "como um dia de domingo!".
Nenhuma obrigação. Sem aula, sem compromissos a cumprir, a não ser o almoço em família. Primos e tios aparecem, trazem um ou outro desconhecido (que já veio antes, mas nunca lembramos o nome) e as mesmas perguntas: Como vai o curso? Engordou? Cortou o cabelo? Assistiu ao último capítulo da novela? E depois de encherem a barriga, todos ficam se olhando com cara de paisagem.
Chega ao fim o almoço em família e todos vão embora satisfeitos. Agora sim começa o terror. O que tem pra fazer? NADA! O que tem pra assistir na televisão? NADA! Os mesmos programas de auditório, um a cópia do outro. E tem-se a impressão de estar assistindo o mesmo da semana anterior (e de fato é).
Enfim, chega a noite. O dia tá quase acabando. CLARO QUE NÃO! O sono é traiçoeiro, ele sabe que é domingo e a regra diz que é pra chegar atrasado. A programação continua a mesma da semana anterior e os mesmos programas de manhã. Os blogs não foram atualizados, os jornais só trazem notícias ruins e as últimas das celebridades (tá, isso tem todos os dias, mas é domingo! Tudo fica pior).
Deitar e tentar dormir. Porque o próximo dia é segunda-feira. O cansaço de não ter feito nada vai pesar. Acordar cedo, assistir a aula e esperar o próximo domingo.
"Somente os instintos sobrevivem num domingo. O dia vai terminar... Eu só escrevo besteiras... Sonho acabar, sonho acabar domingo. Sem começar segunda-feira."
Nenhum comentário:
Postar um comentário