segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Boa hora


Uma ferida que trás alívio. Não espero compreensão. Nem eu entendo o porquê dessa ferida aberta. Mas sinto o alívio. O alívio é vermelho, meu amigo. O alívio é vermelho sangue.

Se a mágoa, a solidão, o cansaço te acompanharam a vida toda, porque isso ainda te dói? Se acostume a ser assim: sozinho. Não quero ninguém contigo.

Juízo, criança! Não vê que o que faz é errado? Não vê que todos te julgam por tuas listras finas? Você não é igual aos outros. Você é diferente. Uma aberração! Só loucos vivem com o que tu tem. Aliás, com o que tu não tem. Pois não tem nada. Se joga no vácuo e se liberta das feridas, esse é o melhor conselho que posso te dar. Desiste de tudo.

E nem vem me dizer que está tudo bem. Se estivesse, tu não estaria desse jeito. Tem algo de muito errado contigo. Esse teu sorriso é a coisa mais falsa que vi. Já é boa hora. Larga tudo e vai embora!



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