No desabafo frenético dos gritos roucos de minha caneta, me desfaço em tinta.
Escrever melhora a angústia de viver. Escrever me deixa mais leve.
Me viro do avesso e extraio o supra-sumo do meu ser. Do ser quem eu sou.
Com a caneta na mão, sou todos algumas vezes. E sem ela, sou nada, quase sempre.
Saio do mundo errado em que vivo e vou para o mundo de minha imaginação certa.
No meu mundo certo, não me decido a escolher quem eu sou. Prefiro ser todos de uma só vez.
E diante da grandiosidade da tarefa de escrever, descubro que não sou coisa alguma.
Nenhum comentário:
Postar um comentário