sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Um verso

Expira. Inspira

Se mais forte, um arrepio. Um verso.

Na superfície da pele, o sensível.

Eletricidade corre o corpo. Atinge o coração, que acelera.

O rosto fica rapidamente corado. Saudável.


Saudações aos que vêem.

Um breve adeus aos que não ficam. 

Mas fica... Saudade

Um pedaço do outro não vai.

Ele que morou em várias cidades. Um quebra-cabeça.

Que não pode montar. Que não pode brincar.

Comigo ficou a peça do sorriso.

Peça teatral. Teatro de comédia.

Um sorriso.


Sem máscara e sem fingir. Saio da novela.

Caio na vida real. Conto a história da verdade.

"Um conto pelo seu pensamento!"

Quero entrar na sua cabeça.

Mexer com suas idéias e ideais. Alimentar-me-ei deles.

Revolucionarei. Solucionarei.

Lutarei pelo problema que não é só meu. Pelo que é comum.

Mas os outros acomodam-se facilmente.

Um medo.


Fico comigo. Quero outra companhia. Um abraço.

Perceber que você é outra pessoa, me faz bem.

Sussurro em seu ouvido o que sinto.

Espero apreensiva, uma resposta.

Com o movimento dos lábios, sem emitir qualquer som, corresponde-me.

Um alívio.

Um comentário:

  1. Já vi que todo mundo que faz jornalismo escreve. uheuheuheuheuheuhe

    Gostei bastante. Me fez imaginar muita coisa.


    Olha o meu ai:
    http://www.logoeuquenaoqueria.blogspot.com/

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