Devoro-te. Não apenas com a boca, mas com os olhos e ouvidos.
Alimento-me. Não apenas do mantimento nutritivo, mas de livros que ainda nem li.
O instrumento do pecado é o pensar.
Se não questiono, não peco. Se duvido, existo.
A carne mata o desejo e a fome. A palavra mata a fome e o desejo de querer mais.
Converso comigo mesmo. Sem conclusões chego a uma pergunta:
Quem sou eu?
Defino-me como: Ser humano que viaja que sonha que sente que é.
Isso responde a pergunta?
Gosto de viajar...
Mente!
O que passa na cabeça é estória. O que passa na cabeça é brisa.
Brisa com cheiro de mar. Ondulado é o mar ressacado.
Ressaca que me deixa tonta. Deixa-me mal.
Matei minha cede de abraços!
Miserável é quem vive sem dinheiro ou quem sobrevive sem amor?
Gosto de sonhar...
Os pequenos momentos têm lá sua beleza.
Lembro de quase todos que tive e, por isso, mal consigo tirar esse sorriso bobo do rosto.
Resta muito tempo. O dividirei então em pequenos e memoráveis momentos.
O sorriso não me sai do rosto.
Coleto sorrisos, memórias e histórias.
Vou capturando um por um. Os guardo e coleciono.
Vou cegando o fio de qualquer lembrança cortante.
Gosto de sentir...
Somos todos qualquer coisa. Qualquer coisa, cada um de nós é.
Meu amigo tem um "qualquer coisa" que me faz bem.
Eu também faço qualquer coisa que nem sei. Só sei disso, digo.
Acordo, recordo, discordo, me afogo.
Gosto de ser...
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