domingo, 22 de agosto de 2010

Obscura clareza


A noite transcende o pensar rejeitado na proposta de aquisição dos desejos iminentes. 

A noite emite o agir avante, rejeitando a qualquer pré-consciência do que vem a ser um prejuízo alimentado. 

A noite simplifica as emoções e transfigura-as, contraditoriamente, em vastidões. 

A noite procura dispor julgamentos como convicções. 

E, então, eu aqui, em um combate interno por luminosidade.

Mas a luz lança fora a personificação daquilo que eu não sei se é real. 

Por isso, ainda assim, prefiro a noite.

As várias informações embutidas nos movimentos impensados me deixam ainda mais confuso.

Mas, na confusão de contemplar o pensamento, já nem sei quem eu sou.

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